FAMÍLIAS + COOPERATIVAS: FONTE DE UMA GERAÇÃO DE SUCESSORES
Livro de Edely Tápia

O próximo grande salto evolutivo da humanidade será a descoberta de que cooperar é melhor que competir

Pietro Ubaldi

Oxalá Pietro Ubaldi fosse um profeta e não um filósofo. Se assim fosse, bastaria passivamente esperar pelo cumprimento da profecia em um futuro onde cooperação fosse uma atitude corriqueira dos relacionamentos humanos. Pior ainda é perceber que muitos não conseguem enxergar na frase que abre esta obra uma necessidade urgente para que subamos alguns degraus na escalada da evolução humana. Cooperação deveria ser nossa marca primeira, afinal somos os únicos animais dotados de inteligência na face da terra, porém não acredito que consigamos desenvolver esta virtude sem muito trabalho e principalmente sem olhar para a nossa sociedade por ângulos diferentes. Seja qual for o grupo que estejamos inseridos vale a máxima proferida pelo fundador do Mc Donald’s Ray Croc: “Nenhum de nós é tão forte quanto todos nós juntos”. Porém grande parte dos homens e mulheres do planeta insistem em caminhar só.

Depois de estudar e se apaixonar pelo cooperativismo Edely Tápia decidiu revê-lo pelo olhar de alguns de seus críticos. A busca foi por imparcialidade no trato com esta ferramenta de organização social, porém quanto mais procurou fundamentação para suas queixas ao sistema que já atinge metade da humanidade, mas encontrou razões para fomentá-lo e facilitar que a outra metade do mundo de forma livre e voluntária faça também a sua adesão.

A intenção desta obra é propor, com o aval de ninguém menos que Roberto Rodrigues o Embaixador Especial da FAO para as
Cooperativas, que assina o prefácio, uma proposta positiva e simples: Promover o encontro da instituição família com o sistema cooperativista. Armas vitais, segundo Edely, de uma ousada, pacifica e silenciosa revolução por um salto qualitativo e definitivo do desenvolvimento humano. De um lado a base de nossa sociedade, de outro a melhor forma de organização humana conhecida. Pronta, testada e aprovada.
Seria possível levar o cooperativismo para dentro de nossos lares como ferramenta valiosa de ajuste da célula mãe da humanidade, tão desgastada pelos ventos de modernidade?
E forjar as novas gerações desde a mais tenra idade sob a filosofia cooperativista não fortaleceria o sistema?

Com a compreensão de que cooperação vem de berço e fugindo das armadilhas do imediatismo, esta é a fórmula sugerida neste livro para que tenha início um processo lento, porém, gradativo de formação de menos herdeiros e mais sucessores.